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Comunidade e estudantes realizam ato em apoio a greve dos professores estaduais do Paraná

Por: Geani Paula de Souza

Na manhã de hoje, 25/06, os professores da rede estadual de ensino entraram em greve no Paraná por tempo indeterminado, e esperam que o governador Ratinho Junior cumpra com suas promessas e negocie com os sindicatos saídas para essa situação.

Os estudantes do Colégio Estadual do Campo Aprendendo com a Terra e com a Vida, e a comunidade do assentamento Valmir Mota de Oliveira, em Cascavel, região oeste do estado, em solidariedade realizaram um ato de apoio a greve dos professores nessa manhã.

Alunos e pais colaram cartazes na escola e apresentaram uma mística em apoio aos servidores que aderiram a paralisação. “Acho importante a participação dos educandos e da comunidade, por conta da consciência que isso gera quanto educandos, para eles terem essa noção de buscar seus direitos”, disse Jamir Hartman, que acompanhou seus filhos no ato em prol dos professores.

Há mais de 3 anos, servidores públicos do Paraná não recebem a reposição da inflação em seus salários. “Nós estamos nessa greve, por melhorias para a educação pública, nós não estamos apenas lutando por rendimentos e por salário, nós estamos fazendo esse movimento de greve, como já fizemos tantos outros para conseguir melhorar um pouquinho a educação”, enfatizou a servidora Silvana Rodrigues.

Além do apoio a greve dos professores, os educandos e a comunidade reivindicam também a construção de um prédio novo para a escola, pois eles estudam em casinhas de madeira com pouca iluminação construída pela própria comunidade.

Em ato simbólico, MST entrega alimentos e “terra” na Superintendência do Incra/SC

Em um ato simbólico que reuniu famílias assentadas e acampadas, o MST/SC entregou aos funcionários do Incra/SC uma cesta de produtos da reforma agrária e uma obra da Editora do Movimento, a Expressão Popular. Protestando contra a paralisia e o desmonte no processo de reforma agrária no Brasil, o grupo ainda enviou para a Superintendência do Incra uma cesta de terra, uma lona preta e uma bandeira do Brasil, numa referência às áreas que, mesmo próprias para o assentamento de milhares de famílias, seguem sem produzir ou nas mãos de latifundiários.
Vilson Santin, da coordenação estadual do MST/SC, afirmou que frente a essa situação “nossas famílias lutam e trabalham morando embaixo de lonas. A bandeira do Brasil serve para mostrar que amamos esse País e seguimos lutando por nossos direitos” e por isso a maioria dos produtos da cesta destinada aos funcionários do Incra veio de acampamentos onde famílias aguardam assentamento há anos. “Mesmo sem apoio e vivendo a angústia de não ter um chão para plantar, essas pessoas já estão trabalhando e produzindo. Viemos entregar estes produtos aos funcionários do Incra num ato de solidariedade, já que eles também são afetados pelo desmonte e pelo golpe que está em curso contra o Brasil”, disse Santin, que defendeu a valorização dos servidores do Órgão e a retomada dos processos de desapropriação e destinação de áreas para a reforma agrária.
Além de hortaliças, frutas, verduras e legumes produzidos em assentamentos e acampamentos, as cestas continham conservas e derivados de laticínios oriundos de agroindústrias e cooperativas do MST em Santa Catarina. O Movimento é responsável por 10 cooperativas no Estado e, entre outros produtos, industrializa mais de 90 milhões de litros de leite por ano, envolvendo mais de 2,5 mil famílias de agricultores familiares e assentados da reforma agrária somente na Cooperoeste.
Numa reunião com os funcionários do Incra, no final do ato, os acampados falaram da ansiedade e da angústia de aguardar o assentamento. Além disso, defenderam o investimento e o apoio ao Incra como uma medida fundamental para a produção agrícola e a justiça social no Brasil.
As famílias levaram ao ato uma imagem de Dom José Gomes, bispo de Chapecó falecido em 2002 que dá nome ao prédio onde fica a Superintendência do Incra. A história de Dom José foi marcada pelo forte compromisso com os movimentos sociais do campo e da cidade e pela firme defesa da reforma agrária em uma época conturbada do cenário político brasileiro. “Essa imagem de Dom José está aqui para lembrar qual a função do Incra e o quanto é injusto que, neste momento, agricultores e agricultoras sem terra não sejam ouvidos pelo órgão responsável pela reforma agrária no Brasil”, complementou Vilson Santin.

Santa Catarina realiza 6ª Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária – 6ª JURA/SC

A 6ª Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (JURA) em Santa Catarina tem a chamada “Educação e reforma agrária em tempos de resistência!”. A abertura da mesma, foi realizada dia 17 de abril, data do massacre de Eldorados dos Carajás e que marca a luta dos povos pela terra, tendo o concentrado de atividades entre os dias 20 a 24 de maio de 2019, em Florianópolis.

Serão realizadas atividades e intervenções na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e na Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC). Entre as atividades propostas, estão mesas de discussão sobre: Educação, Questão Agrária, Questão Indígena, Mulheres e Agroecologia e Produção de alimentos e renda. Além das mesas, há diversas atividades culturais (teatro, música, exposição fotográfica, místicas, roda de capoeira) que dialogam com os temas. Além dos variados livros, acontecerá o lançamento do livro Sem Terra em Cartaz, a realização de cine debates. A Feira da Reforma Agrária acontecerá de terça a sexta, com alimentos e produtos da Reforma Agrária, de movimentos camponeses e povos originários, além de oferecer os produtos à venda, os trabalhadores vem dialogar na Universidade Pública. A feira disponibilizará ao público grande diversidade de alimentos e artesanatos produzidos por camponesas, camponeses, indígenas, cipozeiras e estudantes.

As Jornadas Universitárias em Defesa da Reforma Agrária (JURAs) acontecem em todo país, para repercutir no ambiente acadêmico a importância em discutir a questão agrária, a defesa da educação pública de qualidade e o reconhecimento dos movimentos sociais populares do campo como sujeitos coletivos de produção de vida e conhecimento. Em 2018, mais de 60 instituições públicas de ensino participaram da JURA em todo o Brasil.

Confira a programação:

 20 DE MAIO | Sala 111 CED – UFSC | Bloco D
14:00 – Ruralidades em cena: debate e exibição do documentário “Lutar, construir Reforma Agrária Popular” (2014)

21 DE MAIO | Auditório do CFH – UFSC | Bloco B
10:00 – Oficina: Agitação e Propaganda
14:00 – Mesa: Via Campesina e Luta pela Terra
17:00 – Mesa: Conjuntura política e educacional e o fechamento das escolas do campo

22 DE MAIO | Auditório do CFH – UFSC | Bloco B
09:00 – Pet Convida: Mulheres e Agroecologia
09:00 – Oficina: Hortas em pequenos espaços | Concha acústica | UFSC
11:15 – Cine Debate Violência contra a mulher do campo: O que isso tem a ver com a Reforma Agrária? – exibição do curta “Sozinhas” (2017)
16:00 – Mesa: A questão agrária hoje no Brasil e a política de assentamentos rurais
18:30 – Mesa: Agricultura camponesa e produção de alimentos

23 DE MAIO | CEART – UDESC
08:30 – Abertura
09:30 – Mesa: Vida e arte do Povo Guarani
10:30 – Oficina: Trançado em cipó imbé
12:00 – Almoço da Reforma Agrária e lançamento do livro “Sem Terra em cartaz”
13:30 – Oficina: Trançado em cipó imbé
16:00 – Cine Debate – exibição de “Mulheres da Terra” (2010)
13:00 às 16:00 – Ponto de Fala – microfone aberto para leituras de textos selecionados e para outras falas, a partir dos contextos da JURA
19:00 – Peça Teatral: Guerreiras Donzelas

FEIRA DE PRODUTOS DA REFORMA AGRÁRIA
21 DE MAIO | 09:00 -18:00 | Hall do CED – UFSC
22 DE MAIO | 09:00 -18:00 | Praça da Cidadania – UFSC
23 DE MAIO | 09:00 – 18:00 | CEART – UDESC
24 DE MAIO | 08:00 – 12:00 | CCA – UFSC

 

Para se manter por dentro das novidades acesse:
https://www.facebook.com/events/3034630806761447/?active_tab=about

 

Escola do Campo proporciona uma educação libertadora

Texto- Antonio Kanova

Fotos: Sylviane Guilherme e Ana Santos

Onde ontem era morada dos negros que eram escravizados, açoitados pelo Barão dos Campo Gerais, hoje crianças camponesas podem ler, ter acesso ao conhecimento, cinema, brincar e se divertir.

Foi a alegria e o semblante de felicidade estampado no rosto das 30 crianças da Escola Municipal do Campo Contestado, que marcou a atividade desenvolvida nesta quinta feira (25), pela escola em conjunto com o Centro Cultural Casarão, no Assentamento Contestado, município da Lapa, Paraná.

Foi nessa alegria misturada com curiosidade que as crianças puderam ver os novos livros adquiridos pela escola, mas também desenvolver o habito à leitura. Dentro da matriz curricular da escola, o processo de incentivo à leitura é diário e constante.

“Reforçamos a importância do habito à leitura, mas também reforçamos que a leitura possa ser em ambientes onde as crianças se sintam à vontade. O aprendizado vai para além da escola. A formação tem que ser em vários aspectos, conectando a arte, a literatura, a agroecologia” , disse Ana Claudia, educadora do 3º ano.

É na possibilidade de proporcionar o acesso a diversidade cultural que o Centro Cultural Casarão se soma a estas e outras iniciativas proposta pela escola e o assentamento. “O Casarão é importante por fomentar a formação humana na sua totalidade, promovendo o encontro do público Sem Terra com as artes visuais, a dança, a música, a literatura, o circo, o cinema e o teatro”.  Afirmou Sylviane Guilherme, membra do coletivo de trabalho do Centro Cultural Casarão.

A iniciativa faz parte de uma campanha do Setor de Educação e o Coletivo Nacional de Cultura do MST “Pelo direito à literatura nas escolas do campo”, reforçando a ideia viajar por entre os livros.

Casarão

Uma conquista das famílias do assentamento Contestado. O Centro Cultural Casarão, tornou-se o primeiro espaço de arte em área de reforma agrária da Região Sul do Brasil. Localizado no Assentamento Contestado, na Lapa, Paraná, o espaço tem proporcionado para as famílias a possibilidade de acesso à cultura e à arte.

Desde o início das atividades, em julho de 2018, com a I Escola de Arte do MST da Região Sul, o Casarão tem realizado diversas atividades mensais, desde de exibição de filmes, apresentações teatrais, shows musicais entre outras.

Só no mês de abril, além da atividade em parceria com a escola municipal, foram realizadas algumas exibições de filmes nacionais e latino-americano, além de duas oficinas de caixa, canto e bordado com as Caixeiras do Divino Espírito Santo de Curitiba, a exposição de artes visuais “Natureza, alimento e cores” da artista Débora Santiago, e a apresentação Canturiás do Tatá, com Itaercio Rocha e Matheus Braga, importante artistas populares de Curitiba.

 

MST: Por arte, terra e pão.

MST entrega alimentos agroecológicos ao CRAS de São Cristóvão do Sul/SC

Na tarde desta quarta-feira (17), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) entregou alimentos no município de São Cristóvão do Sul/SC. O objetivo foi partilhar com as famílias da comunidade produtos oriundos dos dois acampamentos existentes no município, ali

 

mentos agroecológicos produzidos pela agricultura familiar, em sua maioria de frutos de “sementes crioulas”, que estão a várias gerações sendo cultivadas na região. O ato reunião a prefeita, trabalhadores do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), lideranças do MST e famílias acampadas.

A data foi escolhida para relembrar o Massacre de Eldorado dos Carajás no ano de 1996, onde 21 trabalhadores rurais que participavam de uma marcha foram mortos pelas forças policiais e paramilitares do estado do Pará. Após comoção nacional e internacional, o então presidente d

a República Fernando Henrique Cardoso instituiu por lei o Dia Nacional da Luta pela Reforma Agrária, forma de homenagear aos que tombaram e aos que continuam lutando pela democratização da terra em nosso país.

Nesse contexto, o MST reafirma o compromisso de proporcionar avanços no aspecto social do município, oferecer novas perspectivas para famílias do campo e principalmente para as da cidade que merecem ter acesso à alimentação saudável e livre agrotóxicos e transgênicos, o comprometimento com a continuidade da luta pelos seus direitos legais, inclusive no protesto contra a reforma da previdência e pela liberdade do Ex-presidente Lula, optando sempre pelo caminho da paz e do diálogo.

Texto e fotos por Manoel Tiago Antunes,  Assistente Social, São Cristóvão do Sul/SC
Editado por Mídia Sem Terra

Lançamento da 6ª Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (JURA) de SC acontece dia 17 de abril na UFSC

Na próxima quarta-feira (17), em Florianópolis, acontece o lançamento da 6ª Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária . A programação terá início a partir das 16 horas, no auditório do bloco B do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC, com a exibição do documentário “A Luta é pra valer”. Logo após, será lançado o livro “Sem Terra em cartaz”, que conta a história dos 35 anos do Movimento Sem Terra (MST) através de cartazes produzidos ao longo dos anos de luta. E, em seguida, acontecerá o debate “Educação e Reforma Agrária em tempos de resistência”, com Vilson Santim, dirigente do MST, e a professsora Célia Vendramini (ANDES/UFSC).

 

 Atividades relembram os 23 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará

Neste 17 de abril de 2019 completam-se 23 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás . Na ocasião, a polícia militar abriu fogo contra centenas de famílias Sem Terras acampadas, durante uma manifestação na curva do S, localizada no município de Eldorados dos Carajás, Pará. A repressão policial violenta e sem chance de defesa, resultou no assassinato de 19 pessoas e deixou mais de 50 feridas. Até hoje os responsáveis continuam impunes e, das 144 pessoas acusadas, apenas duas foram a julgamento.
Depois do massacre, a Via Campesina Internacional instituiu a data como o Dia Internacional da Luta Camponesa. Também no mesmo período, no Brasil, o 17 de abril foi instituído Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária . Para os movimentos sociais de luta pela terra, abril é o mês da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária .

Por isso, também nesse período acontecem as Jornadas Universitárias em Defesa da Reforma Agrária (JURA),  em instituições de todo país, para repercutir no ambiente acadêmico a importância da sociedade discutir os elementos da questão agrária e a urgência da reforma agrária no Brasil. Durante a JURA também se discute a defesa da educação pública de qualidade e o reconhecimento dos movimentos sociais populares do campo como sujeitos coletivos de produção de conhecimento.

A JURA em Santa Catarina

Além do lançamento da 6º Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária, em 17 de abril, também acontecerão mais atividades em maio, simultaneamente na UFSC, na Udesc e no interior do estado. A programação contará com exibição de filmes, debates, oficinas, feira de produtos da Reforma Agrária e o lançamento da Campanha em Defesa das Escolas do Campo: “Escola é vida na Comunidade”.

 

Venha participar e nos auxilie na divulgação: https://www.facebook.com/events/465512010656234/

Famílias barram o fechamento da Escola Construindo Caminho

Por Coletivo de Comunicação do MST/SC
Da Página do MST

 

Com muita alegria, após organização e luta, a comunidade da Escola Construindo Caminho, localizada em Dionísio Cerqueira (SC), recebeu nesta última quarta-feira (15) a decisão judicial que barra o seu fechamento e garante a manutenção das estruturas físicas da escola.

No último dia 20 de julho, sem consulta prévia, a prefeitura notificou o fechamento da escola. Desde então a comunidade escolar e o MST têm se empenhado na luta contra essa decisão. Na resistência, a escola manteve seu funcionamento regular, organizou uma assembleia, realizou um ato na prefeitura e entrou com uma ação judicial.

Esse processo recebeu o apoio de inúmeros professores e núcleos de pesquisas de universidades, associações e sindicatos.

Decisão judicial

A juíza Carolina Cantarutti  Denardin determinou que a gestão municipal de Dionísio Cerqueira deverá restabelecer,  no  prazo  de  cinco  dias,  as  atividades escolares  na  Escola  Municipal  Construindo  o  Caminho,  perdurando  até  o  fim  do ano  letivo  de  2018,  sob  pena  de  multa  diária  de  R$  1.000,00  se houver o descumprimento.

Dernardin ponderou que a legislação vigente não considera somente o custo orçamentário da manutenção de uma escola, mas também o direito dos pais de participarem da gestão escolar, tendo em vista o direito das crianças estudarem perto de suas casas, levando em consideração a especificidade pedagógica das escolas do campo, bem como o prejuízo formativo de fechar uma escola no meio do ano letivo. Contudo o processo judicial segue e a organização comunitária também.

Sem Terrinha em luta contra o fechamento
da Escola. Foto: Divulgação/MST

Fechar escola é crime

Nas últimas duas décadas, milhares de escolas no campo foram fechadas no Brasil. O MST, bem como as organizações em torno da educação do campo, reafirma que esse processo é criminoso. Nesse sentido, destacam que as populações rurais precisam ter conhecimento de seus direitos, pois as escolas que tem conseguido se manter frente aos ataques é fruto de muita resistência.

De acordo com Irma Brunetto, da direção estadual do MST, diz que a tentativa de fechar a Escola Construindo Caminho foi dura para todos no assentamento, “pois a escola está no coração de cada um”. “A construção, o cuidado e a manutenção da escola é fruto do coletivo. Não vamos permitir que a escola seja fechada”, enfatiza.

 

Aos Gritos de Bolsonaro 2018 milicianos atacam a tiros acampamento Marisa Letícia

Uma mulher e dois homens estão feridos,sendo um segurança atingido  no pescoço

Na madrugada de hoje (28), o acampamento Marisa Letícia, localizado próximo a Policia Federal, no bairro Santa Cândida, Curitiba, onde dormem integrantes da vigília Lula Livre, foi atacado a tiros por seguidor de Bolsonaro por volta das quatro horas da manhã.

Três pessoas estão feridas, uma delas está hospitalizada. Jeferson Lima de Menezes, de São Paulo,que trabalhava de segurança para os manifestantes Pró Lula, foi  levado  ao hospital com um tiro no pescoço.

Outra manifestante que dormia no local, e não desejou se identificar já foi atendida no UPA da região.

O atirador ainda não foi identificado pela policia, até o momento.

Os testemunhas alegam imprudência da policia por não estar prestando segurança permanente  aos manifestantes.

Produção Agroecológica vem avançando na Região Centro do Paraná

Por: Jaine Amorin

Em meio ao deserto verde de eucaliptos e pinos da Araupel, que não alimenta e nem gera renda a população, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu, região centro do Paraná vem produzindo alimentos orgânicos e gerando renda as famílias acampadas.

No acampamento, as famílias organizaram um grupo de produção agroecológica e transformam a luta pela terra em algo mais lindo e fascinante. O grupo vem crescendo e quebrando a lógica da produção de monocultura, com 36 famílias que se reúnem mensalmente para definições internas, de plantio, comercialização, mas também de forma extraordinária sempre que se faz necessário.

Nesse mês de fevereiro, o grupo completa um ano de organização, produzindo em mais de 22 alqueires certificados pela Rede Ecovida. A área foi escolhida estrategicamente para o plantio agroecológico, onde é produzida uma grande diversidade de alimentos e variedades entre as espécies, só de feijão está sendo cultivadas mais de 32 variedades, além da produção de milho, arroz, amendoim, batata, girassol, ervilha, abóbora, mandioca, hortaliças em geral, entre outros.

Para garantir a qualidade dos alimentos orgânicos e defende-los dos inimigos naturais sem prejudicar a fauna e a flora, o grupo tem uma sala especifica para o preparo de caldas orgânicas.  Essas caldas têm funções variadas, contra doenças causadas por fungos e bactérias, mas também de afastar insetos que prejudicam o desenvolvimento da planta e de seus frutos.

O grupo também recebe um grande apoio, do Centro de Desenvolvimento Sustentável e Capacitação em Agroecologia – CEAGRO, para assistência técnica, acompanhando desde o plantio até a comercialização dos mesmos. A assistência técnica fornecida pelo CEAGRO conta com oficinas de manejo dos plantios, preparo de caldas orgânicas e outros. O grupo também conta com o Calendário Biodinâmico, que contém as informações sobre os melhores dias para fazer o manejo das diferentes espécies cultivadas.

A comercialização dos alimentos que ainda é um grande desafio para os agricultores, atualmente é feita através de feiras, mas também já é levada pra outras regiões  para ser comercializado pelo núcleo Luta Camponesa.

Para Itacir Gonçalves, acampado e Integrante do grupo Agroecológico Produzindo Vidas, podemos sentir o quanto é importante estar organizado em grupo. “Pra mim, fazer parte desse grupo e fazer parte de uma formação técnica política a céu aberto. Pois sempre estamos aprendendo seja no plantio, nas conversas informais ou nas reuniões, pois debatemos para alem do nosso plantio, debatemos questões políticas, técnicas e também sobre como será no assentamento” completa o camponês.

O objetivo do grupo não é o lucro em dinheiro e sim o lucro que se tem quando se cuida da natureza e quando se alimentamos de forma saudável. “Queremos sempre ter uma produção agroecológica, farta e diversificada, pois sabemos que temos o compromisso de alimentar nossas famílias de forma saudável e o excedente comercializar, no entanto, a preço justo, buscando não entrar na rota mercantilista de produtos orgânicos com preços abusivos”, diz Gonçalves.

O técnico do CEAGRO, Rodrigo da Silva, destaca a importância da troca do conhecimento entre o profissional e os agricultores durante a realização das oficinas. “Usamos os princípios da agroecologia e da educação do campo para criar ambientes onde todo mundo ensina e aprende. Esse diálogo de saberes é fundamental para a valorização do conhecimento do agricultor”.

A produção agroecológica é a melhor maneira de se produzir, mas para isso é preciso romper com o sistema, assim como se rompe quando se ocupa um latifúndio. A luta por reforma agrária, também é uma luta por uma alimentação saudável.

Acampamento Marcelino Chiarello participa de Ato contra a reforma da previdência e em defesa da Reforma Agrária

Por Coletivo Estadual de Comunicação de SC
Fotos: MST divulgação

Nesta segunda-feira (19), mais de 400 pessoas se reúnem em Xanxerê, são integrantes entidades sindicais, movimentos camponeses, coletivo de mulheres, coletivo LGBT, além de parlamentares e seus representantes. A caminhada saiu da praça, passou pelo Itaú e ocupou o Bradesco, grandes devedores da previdência. O ato também reforçou a injusta desocupação violenta do Acampamento Marcelino Chiarello e a necessidade da reforma agrária.

O ato denúncia que a reforma da previdência, do que jeito que está, significa o fim da previdência pública. E que é uma falácia afirmar que a Previdência está quebrada, é preciso cobrar das empresas que paguem suas dúvidas. Os atos em Santa Catarina ocorreram principalmente em denúncia  ao Itaú, Bradesco e Havan, que estão entre os principais devedores previdência social. Somente o Bradesco deve R$ 465 milhões a previdência.

Por fim, o ato em Xanxerê parou em frente ao deputado Valdir Colato, que e  favorável a Reforma da Previdência.

Os atos em Santa Catarina aconteceram em Florianópolis, Joinville, Blumenau, Criciúma, Mafra, Lages, Campos Novos, Caçador, Chapecó, São Miguel do Oeste, Xanxerê, Abelardo Luz.